Porto de Nacala recebe certificação internacional

porto de Nacala
O PORTO de Nacala acaba de receber a certificação do Código Internacional de Segurança dos Navios e das Instalações Portuárias (Código ISPS), recentemente ratificado pelo Governo moçambicano. Válido até 2011, o referido certificado foi emitido pelo Ministério dos Transportes e Comunicações.

Para obter tal certificação, o Porto de Nacala teve de realizar investimentos orçados em cinco biliões de meticais, nomeadamente na vedação electrificada do perímetro portuário, melhorias no sistema de segurança e controlo restrito do acesso de pessoas e veículos ao recinto do porto. De acordo com o administrador do Corredor do Desenvolvimento do Norte (CDN) e director do Porto de Nacala, Fernando Couto, contactado pelo Jornal Notícias, esta certificação constitui “um passo na credibilização internacional do porto, pois ele fica habilitado, através de normas internacionalmente reconhecidas, a receber qualquer tipo de navio, incluindo navios-tanque e de passageiros”.

De igual modo, poderá permitir uma redução nos custos dos seguros das instalações portuárias, que representaram em 2005 uma percentagem extremamente elevada. Pela mesma via, o “Notícias” soube que uma missão do Banco Mundial composta por Anil Abhandari, Yash Pal e Tim Hartwing deslocou-se a Nacala no passado dia 2 de Maio corrente, com o objectivo de se inteirar dos resultados do processo de concessionamento da gestão privada do Porto de Nacala e do Sistema Ferroviário do Norte. Durante o encontro, precedido de uma visita às instalações do porto, particularmente à área de manobras ferroviárias, foram discutidos os resultados obtidos durante o primeiro ano de exploração, bem como os diversos constrangimentos existentes. De acordo com Fernando Couto,

esta iniciativa mostrou-se bastante satisfatória, até porque o Banco Mundial está a acompanhar o processo de concessão das infra-estruturas ferro-portuárias moçambicanas desde o início, pelo que importa fazer o balanço dos resultados dos diferentes processos de privatização.

O Banco Mundial não tem qualquer fundo investido no projecto do Corredor de Nacala, nem mesmo no Malawi. Actualmente, os investimentos são assegurados através de fundos próprios e por outros cedidos pela instituição financeira norte-americana OPIC e pela banca nacional, que teve um papel relevante na aquisição de equipamento portuário, permitindo que, a curto prazo, se encontrassem soluções que permitiram uma melhoria dos serviços prestados.

Fonte: Jornal Notícias

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