Dragão de barriga cheia: do Porto a Lisboa para a conquista da «dobradinha»

porto
O Dragão não se satisfez com a festa do título que festejou durante diversos dias no seu ambiente territorial. Queria mais e desceu a Lisboa para conquistar o que lhe faltava para saciar a sede de vitórias.

O FC Porto venceu esta tarde no Estádio Nacional o Vitória de Setúbal por 1-0 o que lhe valeu a conquista da desejada «dobradinha». A época está definitivamnete pintada de azul e branco.

Tarde amena, de sol, e uma multidão de 35.000 espectadores que lotou por completo as velhas bancadas do histórico Estádio do Jamor. Um golo de Adriano, à passagem dos 39 minutos de jogo, proporcionou a vitória dos campeões nacionais sobre um animoso Vitória de Setúbal.

Esteve longe de ser a final que atletas, espectadores e demais intervenientes no espectáculo esperariam que acontecesse no colorido recinto dos arredores de Lisboa.

Co Adriaanse apresentou um «onze» inicial onde se vislumbraram duas alterações de vulto: Raul Meireles e Jorginho, ambos jogadores que muita influência tiveram no decorrer do campeonato, ficaram no «banco» e deram azo à entrada de dois brasileiros: o garoto brasileiro Anderson e o já «maduro» Alan, alterações que, diga-se desde já, não surtiram o efeito que o técnico holandês esperava já que nem um nem outro trouxeram qualquer mais-valia para a equipa nortenha poder surpreender o adversário.

Com os sadinos expectantes, mais preocupados com a defesa da sua área, viu-se o FC Porto lançado na ofensiva mas com evidentes dificuldades em criar lances de perigo até porque era muito baixo o seu ritmo de jogo.

Ainda assim, registaram-se dois lances daqueles que se fosse aplicada a Lei, teria levado o árbitro (se bem auxiliado) a penalizar o Vitória com duas grandes penalidades. No primneiro caso, deu a nítida ideia de que Veríssimo, dentro da pequena área, levou a mão à bola e, escassos minutos depois, era McCarthy a ser agarrado, impedido de chegar ao esférico.

A verdade é que ambas as situações passaram em claro e seria então o Vitória a criar a maior oportunidade para que o golo acontecesse no Jamor ao sol de Maio: decorria o minuto 33 quando Carlitos, em posição frontal, e a alguns bons metros da grande área, disparou fortíssimo levando a bola a bater no travessão com Helton fora do lance.

O FC Porto manteve-se na ofensiva e acabou por chegar ao golo quando decorria o minuto 39. Um golo que nasceu dos pés de Quaresa que encostado à linha efectuou um cruzamento para cima da pequena área onde Adriano, na sua posição de ponta-de-lança, elevou-se bem e cabeceou forte sem dar possibilidades de defesa ao seu compatriota Rubinho. Um lance que se viu amiudadas vezes e em que o talento de Quaresma sobressai para quem tem olhos para ver.

Na segunda parte, ou melhor, durante a primeira meia hora do reatamento, o jogo, até aí morno, melhorou de forma considerável muito pela acção do Vitória de Setúbal que, com uma maior movimentação, deu mais que fazer ao sector mais recuado portista, estando por diversas vezes perto de empatar.

Mas a maior valia da equipa do FC Porto acabou por vir ao de cima e mesmo sem Quaresma que Co Adriaanse fez substituir por Jorginho aos 69 minutos e ouviu uma enorme manifestação de carinho por parte da multidão de adeptos, foi capaz de «segurar» os ímpetos atacantes dos vitorianos e acabou os últimos dez minutos «em cima» da defesa contrária, forçada a cometer uma série de erros ante a presença de quatro e cinco portistas em posição de tiro e ali bem perto da área.

Uma vitória «saudável» do FC Porto a conquistar com mérito a prova-raínha do futebol português e a culminar uma época que começou sob maus augúrios mas que acabou por ter um final feliz.

Fonte: A Bola

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