Expansão da rede fixa : Telecomunicações da região ambicionam nova frequência

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Operadoras do sector de Telecomunicações agrupadas na Southern Africa Telecommunications Association (SATA), organismo que congrega empresas da área na região da África Austral, pretendem desenvolver uma negociação com as entidades reguladoras do sector com vista à concessão da frequência de 800 Mw, actualmente reservada à televisão digital, para a expansão da telefonia fixa sem fio.

Um desafio para esse efeito foi lançado durante a realização, na capital moçambicana, da 26ª conferência da organização, que sexta-feira terminou.

A melhoria das redes internas do sector de Telecomunicações figura como o grande desafio para a SATA nos próximos anos.

No caso vertente de Moçambique, a operadora pública nacional diz estar preocupada em cobrir, até Dezembro de 2007, todas as sedes distritais, num investimento que necessita de aproximadamente 15 milhões de dólares para a sua concretização.

Falando ao Jornal Notícias, no final do encontro, que juntou, durante três dias, quadros superiores das operadoras de telecomunicações da sub-região africana, entre as quais Moçambique, Angola, África do Sul, Botswana, Malawi, Maurícias, Lesotho, Namíbia, Suazilândia, Tanzania, Zâmbia e Zimbabwe, Salvador Adriano, administrador-delegado da empresa Telecomunicações de Moçambique (TDM), apontou que outra grande preocupação apresentada pelas operadoras durante a reunião tem a ver com o chamado serviço universal.É que o grosso de países tem legislação na área de serviço universal. Contudo, existe pressão dupla sobre os incumbentes (empresas públicas), uma vez que os governos, no seu direito, dizem aos operadores para cobrirem as zonas rurais, mas, por outro lado, esse mesmo operador tem que contribuir para o regulador um fundo que teoricamente é para servir as zonas rurais.

A ideia, aqui, é ver se conseguimos arranjar um balanço entre a obrigatoriedade que os incumbentes têm de ir para as zonas rurais, porque os governos querem, e aquilo que são as obrigações regulamentares

explicou.

A fonte reconhece também que, por razões naturais, o fosso na cobertura de serviços de telecomunicações entre as zonas urbanas e as rurais continua grande. É que, com o desenvolvimento, o negócio flui para as zonas rentáveis, daí que as entidades que têm levado as telecomunicações para as zonas rurais são as que detêm ligações com os Estados.

Salvador Adriano observou que, com a abertura do mercado, o incumbente (empresa pública) também se vê forçado a concentrar cada vez mais as suas actividades nas zonas onde há alguma receita, para poder ter alguma vantagem competitiva.

No caso particular de Moçambique, Adriano disse que todas as capitais provinciais estão cobertas pela rede de telefonia fixa e cerca de 80 porcento das sedes distritais também o estão. Reiterou que o grande compromisso com o Governo é no sentido de tentar cobrir, até Dezembro de 2007, as sedes distritais para, depois, em função do apoio que vier ou da capacidade financeira das TDM, estender-se a rede para as zonas rurais.

Na reunião de Maputo, Moçambique foi eleito para assumir a presidência rotativa da SATA, em substituição do Malawi, que presidia a organização desde o ano passado.

Fonte: Jornal Notícias

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