Economia cresceu em 10% no 1º semestre- Diz Luísa Diogo

pib
O nosso país conseguiu neste semestre, pela primeira vez desde a independência, um crescimento económico positivo em todos os sectores, pese embora ainda prevaleçam desafios importantes em áreas como a agricultura, onde se deseja que haja um crescimento da produtividade como motor do desenvolvimento da economia de forma global. As estimativas apresentadas ontem pela Primeira-Ministra, Luísa Diogo, num “briefing” com a Imprensa, indicam que o índice de crescimento se situou em dez porcento, mas continua a constituir um desafio a sua distribuirão de forma abrangente.

A uma questão colocada pelo “Notícias” sobre o reflexo de tal crescimento na vida do cidadão, particularmente no que diz respeito à satisfação das necessidades básicas, Luísa Diogo respondeu que

quando falamos de crescimento económico não medimos em cada indivíduo. Quando dizemos PIB per capita de 330 dólares, 250 ou 280 dólares, não estamos a dizer que todo o moçambicano tem 280 dólares. O que estamos a dizer é que, para que ele seja abrangente, temos que desenvolver políticas económicas e sociais que levem ao local onde a pobreza tem a sua face, que são as zonas rurais. Por isso é que colocamos o distrito e a zona rural como fundamentais, para onde levamos o abastecimento de água, mais escolas e postos de Saúde para que o crescimento seja de facto abrangente

disse Luísa Diogo.

Acrescentou, por outro lado, que é preciso acreditar que as políticas de redução da pobreza estão a dar resultados.

Isso é uma consciência que todo o moçambicano tem. Não está a ser ao ritmo que gostaríamos que fosse. Quando estamos em situação de pobreza, há muitos desafios. Quando em 1996/97 fizemos o primeiro inquérito aos agregados familiares, tínhamos mais de 60 porcento de pobreza, e em 2002/03, quando fizemos a segunda avaliação, passámos para cerca de 54 porcento. Isto é resultado das políticas que são tomadas

acrescentou.

Segundo Luísa Diogo, o ponto de partida de Moçambique é muito baixo, comparado com os outros de países, mas é reconhecido que o trabalho realizado está a dar resultados. Sob o ponto de vista do salário mínimo e médio, segundo indicou, o crescimento depende da capacidade das empresas, do sector produtivo que contribui para o Orçamento do Estado e deste de alocar receitas para o salário mínimo. De acordo com a primeira-ministra o crescimento da receita fiscal no primeiro semestre foi de 14 porcento, situando-se em 11 biliões de meticais da nova família que são absorvidos pela despesa pública, que se situou em 18.7 biliões de meticais (défice de cerca de sete biliões). Dentro da despesa pública há outras componentes, das quais a dos salários é muito grande, permitindo apenas pagar o que está sendo feito.

Moçambique paga os salários que é possível pagar, mas, por outro lado, podemos dizer, com toda a segurança, que o país nunca precisou de pagar salários com cerveja ou doutra maneira. Conseguimos pagar o tal salário que reclamamos como sendo baixo, com seriedade

defendeu.

A economia desenvolveu-se num contexto adverso no que diz respeito à subida dos preços do petróleo, crise do Médio Oriente e a constante ameaça da gripe das aves. O país esteve politicamente estável, o que permitiu trabalhar dentro da normalidade. A inflação acumulada foi de 4,6 porcento, e até ao final do ano estão sendo feitos esforços para que se situe até aos sete porcento programados.

Fonte: Jornal Notícias

publicidade

Publicidade

Sobre este artigo