País entre os maiores produtores de mandioca

Moçamique faz parte do conjunto dos dez países maiores produtores de mandioca. Dados ontem avançados no 10º Simpósio Internacional sobre Culturas de Raízes e Tubérculos Tropicais, que decorre em Maputo, apontam o nosso país como estando a produzir anualmente uma quantidade avaliada em 6.149.897 toneladas.

Esta cultura ocupa em todo o território nacional 16.7 porcento da terra arável, produzindo 10.4 toneladas por hectare. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), países como Nigéria, Brasil, Tailândia, Indonésia, RDCongo, Gana, Índia, Tanzania, Moçambique e Angola são os que mais mandioca produzem, apontando esta cultura como sendo de grande importância económica e social no mundo em geral.

Erasmo Muhate, Ministro da Agricultura, que testemunhou a abertura do encontro, também destacou importância deste tubérculo, afirmando que o mesmo, em termos de cultura alimentar, ocupa o segundo lugar no país, depois do milho. Muhate afirmou que em zonas propensas à seca, a mandioca constitui a principal cultura alimentar.

No encontro, em que perfilam cientistas e pesquisadores africanos, membros da International Society for Tropical Roots and Tuber Crops (ISTRC), o ministro da Agricultura desejou que se definisse uma implementação efectiva de estratégias apropriadas para o aumento agrícola, uma melhor abordagem das raízes e tubérculos como culturas alimentares e fonte de rendimento e tornar os resultados de pesquisas mais visíveis, através de um maior impacto na melhoria da vida das comunidades.

O governante falou das potencialidades, as iniciativas e perspectivas do Executivo com vista a promover este grupo de culturas de raízes e tubérculos. Referiu-se também ao agroprocessamento, num esforço para dar maior valor acrescentado à cultura, como, por exemplo, a promoção da introdução da farinha da mandioca na fabricação do pão, misturada com a farinha de trigo.

Por seu turno, Mpoko Bokanga, presidente da ISTRC, sucursal de África, disse que a troca de experiências nesta área é muito importante, dado o papel que esta cultura desempenha na sociedade. `O simpósio é igualmente uma oportunidade para formal e informalmente juntarmos as nossas ideias e projectos para melhorar o nosso trabalho´, disse.

Foram apresentados naquele simpósio, que de decorre sob o lema `Raízes e Tubérculos no Alívio à Pobreza Através da Ciência e Tecnologia Rumo ao Desenvolvimento Sustentável´, diversos temas de acordo com experiências de cada país. Moçambique foi representado por Fernando Chitio, Maria Andrade e Carolino Martinho.

A International Society for Tropical Roots and Tuber Crops (ISTRC) foi criado em 1978 por um grupo de cientistas africanos que reconheceram a importância desta cultura. O encontro termina na próxima sexta-feira.

Fonte: Noticias

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