Joaquim Chissano vence Prémio de boa governação

Joaquim Chissano, ex-presidente de Moçambique, foi anunciado hoje, em Londres, como o vencedor do primeiro Prémio Mo Ibrahim para o Sucesso na Liderança Africana.

O maior prémio individual do mundo, vencido por Chissano, compreende cinco milhões de dólares ao longo de 10 anos e 200.000 dólares anuais subsequentemente para o resto da vida do vencedor e ainda até 200.000 dólares por ano durante 10 anos destinados a actividades de interesse público.

Ao anunciar o laureado perante uma audiência formada pela comunidade diplomática africana, representantes da sociedade civil e a imprensa em Londres, Kofi Annan, o Chefe do Comité do Prémio, disse que `as conquistas do Presidente Chissano em direcção à paz, à reconciliação, a uma democracia estável e ao progresso económico do seu país impressionaram imensamente o Comité, juntamente com a sua decisão de deixar o poder sem procurar um terceiro mandato permitido pela constituição´.

Com elogios ao progresso económico, aos programas para a redução da pobreza, aos desenvolvimentos de infra-estrutura e aos trabalhos para combater o vírus do HIV/SIDA do seu governo, Kofi Annan declarou que `foi no seu papel na liderança de Moçambique para deixar para trás o conflito e caminhar rumo à paz e à democracia que o Presidente Chissano fez a sua mais notável contribuição´. Também enalteceu o ex-presidente pela `sua grande contribuição para além das fronteiras do seu país´ que incluiu o estabelecimento de `uma voz poderosa em nome da África no cenário internacional´.

O prémio anual foi instituído pela Fundação Mo Ibrahim, fundada em Outubro de 2006 como uma iniciativa africana para fortalecer a boa governação na África. O vencedor foi escolhido pelo Comité do Prémio, formado por seis notáveis indivíduos, que avaliaram todos os líderes da África Austral que deixaram o poder nos últimos três anos em termos do seu exercício de liderança.

O Comité usou as investigações do recentemente publicado `Índice Ibrahim de Governação Africana´ e várias outras fontes para avaliar a qualidade da governação nas áreas de desenvolvimento económico e social, paz e segurança, direitos humanos, democracia e estado de direito.

O prémio tem como objectivo encorajar os líderes que dedicam os seus mandatos inteiramente ao combate dos desafios de desenvolvimento dos seus países, à melhoria da qualidade de vida e bem estar das suas populações e à consolidação da base para um desenvolvimento sustentável.

Ao ouvir o resultado das deliberações do Comité do Prémio, Mo Ibrahim, o fundador da Fundação Mo Ibrahim, disse: `É com grande satisfação que recebo a notícia de que Joaquim Chissano foi escolhido como o primeiro vencedor do Prémio. Como um homem que reconciliou uma nação dividida e construiu as bases para um futuro estável, democrático e próspero para o seu país, ele é um exemplo não apenas para a África, mas para todo o mundo´.

Fonte: www.moibrahimfoundation.org

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